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Extraterrestres, Amigos ou Inimigos?



Mas há outra coisa. Há o mito UFO, ou melhor, o ponto de vista com o qual o ser humano olha o alienígena e o imagina.

"Cada um tem um protótipo pessoal do inimigo, sobre o qual projetar ressentimentos e temores e convergir à própria agressividade", afirma Carotenuto. "O clichê do Grey invasor nos vem dos Estados Unidos, e não é casual que os americanos, que foram invasores e destruidores das civilizações autóctones, vivam com o complexo de invasão", declarou a psicóloga junguiana Giulia D'Ambrosio, que estuda os sequestros UFO.

O semiólogo Roland Barthes é da mesma opinião, ele vê no marciano e no alienígena o antagônico, que recai negativamente sobre os sagrados e legítimos valores da civilização: "Indubitavelmente se denota uma metamorfose na simbologia do extraterrestre: ele foi quase sempre o inimigo, representado com conotações obscuras e ameaçadoras; mas se antes da tranqüilidade nas relações entre americanos e soviéticos ele tinha a sua composição totalmente terrena e antropomórfica, hoje ele é completamente estranho, estruturado assimetricamente com relação aos modelos humanos, justamente para reforçar a sua diferenciação produzida pela proveniência sideral". O psiquiatra junguiano, Cláudio Risé, também reforça o quanto a figura dos chamados Greys,


como andrógenos, sem afetividade, sem emoções, indica a sua peculiaridade como criaturas desconhecidas, incontroláveis, inatingíveis, porque pertencem a uma dimensão de "dreamy state", onde falta a vigilância da nossa consciência com os seus parâmetros cognitivos lógicos, enquanto surge o medo atávico da inadequação frente ao inclassificável. E o psicanalista junguiano, Roberto Macchetto, evidencia como a visão dos anjos como criaturas assexuadas, ou uma espécie de elfos provenientes de um "além" desconhecido, evidencia a falta de uma comunicação entre a consciência e

a inconsciência, além de uma forte atividade simbólica provocada por uma profunda necessidade de natureza emotiva, ou mesmo, acionada por uma alteração da funcionalidade do lóbulo temporal. Mas, já em 1979, o ufólogo francês Jacques Pottier confessava temer a "fase sete", o "contato total" com os extraterrestres (mesmo dizendo-se convicto de que não haveria uma "guerra dos mundos"). Outro ufólogo, Leonard Striengfiled, um dos primeiros a tratar do difícil argumento dos UFO-crash, citava o encontro aproximado de "S.R." que, em outubro de 1974, avistara um "UFO com janela no pátio da sua escola", na altura do cume da árvore. A aparição improvisada agitou enormemente o sujeito que, na mesma noite, deitado em um estado parcial de transe, viu aparecer diante de si uma

 
estranha criatura, com uma enorme cabeça oval, olhos amendoados, sem nariz e com uma fissura no lugar da boca". Esse tipo de Grey (recorrente, mesmo antes da popularização de um determinado estereótipo, nos anos 1980, e até vagamente presente no filme de ficção-científica Base Lua chama Terra do inglês Nathan Juran, 1964) teria confessado telepáticamente, advertindo o humano de que logo "o levaria embora, mas que não deveria temer isso". Um caso ainda mais inquietante foi aquele de Chuck Doyle que, em 10 de maio de 1975, em Florença, foi atingido por um facho de luz disparado contra ele por um disco voador que parou justo sobre o pórtico de sua casa. "Quando me tocou", contou em seguida, "foi como se me tivessem atingido com uma mangueira de água gelada. Senti-me, de repente, como um gelo. Não podia me mexer... Não estava vazio por dentro, mas tinha estranhos pensamentos na cabeça. Eram pensamentos colocados lá. E difícil de explicar.

Naquele momento, via equações matemáticas sem sentido e lembro ter visto o símbolo ômega, sinal de destruição. A visão seguinte foi uma imagem de mim mesmo olhando uma colina em um oceano vermelho. O céu, acima, era verde, e o terreno, embaixo, era azul. Alguma coisa colocava esses pensamentos na minha cabeça... A idéia dos "alienígenas ômegas", como os rebatizou, ou na verdade os visitors destruidores, graças a Hollywood e à literatura conspiratória nos anos seguintes, fez muito sucesso. E assim, o final do segundo milênio viu, ao mesmo tempo em que renasceu o interesse pela Ufologia, a proliferação de revistas sensacionalistas, de afirmações sobre invasores alienígenas prontos para "modificar geneticamente o planeta inteiro no decorrer de poucas gerações" e em busca do "Santo Graal";
6 nos anos 1950, acreditava-se que os ETs viessem sobre a Terra para reabastecer-se de substâncias raras para eles; a contatadora inglesa Cynthia Appleton de Birmingham afirma ter encontrado, em 18 de novembro de 1957, um alien similar a um nórdico, que estava "em busca de titânio"; recentemente, o orientalista Zecharia Sitchin afirmou que antigamente os alienígenas vinham à Terra para retirar o ouro. Hoje a perspectiva mudou, é o nosso corpo que está em jogo, a nossa alma, e o experimento seria em nível planetário. Com essa convicção, até mesmo jornais respeitáveis como o seríssimo Wall Street Journal disparou números sem sentido sobre os sequestros alienígenas: "3 milhões e meio somente nos Estados Unidos, depois de uma discutível sondagem; só na Itália, uma mulher a cada dez é raptada por ETs, repetiram improvisadamente os nossos 6 N.E.: Sugerimos a leitura de A Linhagem do Santo Graal, de Laurence Gardner, Madras Editora.

especialistas, e assim por diante". O único resultado obtido foi ter criado grande confusão e desanimar o público e o poder científico. A questão, analisando bem, é sempre a mesma: pergunta-se constantemente, nos textos de Ufologia, sobre as reais intenções dos alienígenas (dos quais, de fato, depois de meio século de estudos, não sabemos nada ainda). Acredita-se que se eles fossem ruins, já nos teriam invadido; afirmo, considerando que eles pertençam a uma civilização tecnologicamente mais avançada, que só poderiam ser bons. Esse raciocínio está, na verdade, baseado em premissas erradas; não sabemos se para os ETs o nosso planeta é realmente digno de interesse, seria terra para contato, intercâmbio, conquista, ou apenas uma gigantesca estufa para se controlar a distância (como acredita Hopkins). Como já escrevia em 1949 o cientista Arthur Clarke em History Lesson,

"alguns filósofos afirmam que o alcance de elevados conhecimentos mecânicos não implica 
necessariamente um alto grau de civilização", tese compartilhada também por Asimov, que passou de fase na juventude, de desprezo moralista pela técnica, para depois se tornar, na maturidade, o seu apoiador mais entusiasta. Quando se fala de ciência, feita de mortos, mas também de vidas salvas, a síndrome do negativismo normalmente prevalece, e não apenas nos ambientes new age, pelas certezas que se perdem, desestabilizadas pela incerteza que avança. O mesmo Asimov imaginou um universo paralelo com humanóides de tripla personalidade,

que tentavam em vão colocar-se em contato com o nosso Universo para salvá-lo daquelas catástrofes que eles conseguiram evitar. Em seguida, em 1942, introduziu no romance Runaround as três leis da robótica, além de tudo copiadas de um outro autor, para transformar em "bons" os diferentes da época, os robôs; os ufólogos dos

anos 1980 parecem ter sido influenciados por isso e imaginaram a existência de uma "lei cósmica" estilo Jornada nas Estrelas, que impediria aos alienígenas de interferir na nossa evolução. Em Será que Sonham os Andróides com Carneiros Elétricos?, Philip Dick transformou o homem em um robô e, ao falar de homens elétricos, deu-lhes uma alma sintética: era o ar que os levava a perseguir um sonho, compreender o sentido da própria existência, sentir-se parte do Universo e transformar-se com ele. Em uma palavra, ser homens. Curiosamente, é justamente aquilo que os Greys parecem querer fazer, e é por isso que vários estudiosos não os consideram seres vivos, mas "robôs biológicos", andróides. Outra vez a ficção-científica antecipa a realidade e assim esbarramos com criaturas semi-humanas que,
segundo vários autores americanos, seriam a mutação de uma catástrofe nuclear (pele enrugada, ausência de pêlos, unhas e dentes, efeitos típicos da exposição à radiação), fruto de um mau uso da tecnologia; seres que estariam, como nós, à procura do seu Eu (ou do segredo da alma, ou do fruto proibido da vida eterna). "Diante dos grandes enigmas", afirmava a psicologia moderna, "os cientistas sabem bem que não podem dar algumas respostas, onde todas as religiões as dão de forma exaustiva e apassivadora". Adão e Eva, ou melhor, a humanidade primogênita, tomando ao pé da letra a promessa de Deus que praticamente os nomeou seus herdeiros universais, acreditam-se já donos do mundo e se concedem a primeira transgressão; este padrão é também a ilusão de tudo conhecer, ou do poder de conhecer. O fenômeno dos UFOs, que subentende uma "presença externa" irreconhecível, coloca-nos psicologicamente em um grande mal-estar. O impacto sociológico com a crença ou a 



constatação da existência de formas de vida muito diferentes da nossa, sejam melhores ou piores, ativa no ser humano um processo bem conhecido pelos estudiosos com o nome de anomia: a queda de todos os valores que nos servem de referência. Diante do confronto com civilizações tecnologicamente mais avançadas, a sociedade humana, destinada a uma figura miserável, tornaria relativas todas as suas crenças (religiosas, políticas, culturais) e perderia a própria identidade, como já aconteceu no século XVI com os índios latino-americanos na época do devastador encontro com a sociedade européia, mais avançada. Daqui nasce o medo com relação ao "desconhecido externo". Interessantes interrogações colocam-se aqueles autores que, por motivo de trabalho, são obrigados a, todos os dias, se confrontarem com a hipótese de um contato alienígena: os escritores de ficção-científica. No seu filosofar, eles imaginam os raciocínios mais plausíveis e lógicos dos hipotéticos extraterrestres. Um autor entre tantos, Larry Niven escreveu em 1973, no romance O Defensor: "Por que cada espécie deveria enviar contra nós uma nave de guerra?"; e depois, diante da questão sobre o comportamento dos alienígenas,

"por que ir recolher amostras na Terra?", respondia-se: "Das milhares de espécies sensitivas espalhadas pela galáxia, Phssthpok e a sua raça (os Pak, fruto da fantasia), estudaram apenas a sua. Quando se chocavam com outras espécies, como, por exemplo, durante a explosão de sistemas limítrofes na busca por matériasprimas, eles as destruíam do modo mais rápido e seguro possível. As espécies estranhas eram perigosas, pelo menos potencialmente. Os Pak se interessavam apenas pelos Pak" (o romance de Niven contém muitas idéias interessantes, e imagina que o Adão primogênito era, na verdade, um

viajante cósmico que deveria comer o fruto proibido para modificar a sua própria forma, adap-tando-se a um planeta hostil como era a Terra; a caçada pelo paraíso terrestre teria bloqueado essa mudança evolutiva, e o homem pré-histórico teria sido obrigado, contra a sua vontade, a modificar o planeta e a adaptar-se. Um outro autor, Robert Sheckley, imagina a Terra criada em seis dias por uma alienígena que pretende testar as próprias habilidades técnicas).




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